Mesmo com vazamento sanado, plataforma da Petrobras segue sem produção

Estrutura fica no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, na costa do Rio de Janeiro, e registra adesão à greve nacional de petroleiros, iniciada na segunda-feira.

Por Agência Brasil
3 Min



A plataforma de produção de petróleo e gás P-40, da Petrobras, segue com a operação interrompida nesta sexta-feira (19), após a identificação de um vazamento de gás na quinta-feira (18).



A estrutura fica no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, costa do Rio de Janeiro, e registra adesão à greve nacional de petroleiros, iniciada na segunda-feira (15).



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Segundo a Petrobras, ao ser detectado, o vazamento foi imediatamente controlado de forma segura pela equipe a bordo da plataforma.



“Como medida preventiva, todas as linhas foram despressurizadas, e a produção da unidade foi temporariamente paralisada”, afirmou a estatal em comunicado.



A companhia acrescenta que não houve ameaça à segurança das equipes. A empresa vai criar uma comissão especial para “investigar minuciosamente as causas do vazamento”.



A produção das demais plataformas da Bacia de Campos segue normalmente.



Volta da operação



Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que acompanha a ocorrência e que não há registro de vítimas nem impacto ambiental.



A ANP, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é o órgão regulador da indústria do petróleo no país.



Segundo a agência, a Petrobras informou que os reparos estão em andamento. “O retorno à produção estará condicionado à verificação de segurança e apresentação de evidências técnicas à ANP”, assinala o órgão.



A ANP solicitou à Petrobras informações detalhadas sobre a ocorrência, medidas adotadas e eventuais impactos, além de relatório técnico no prazo de 30 dias, “inferior ao máximo previsto na regulação (90 dias), devido à criticidade do evento”.



Greve



A greve nacional de petroleiros da companhia entrou no quinto dia. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) aponta que a P-40 estava sob controle de equipes de contingência, quando aconteceu o vazamento.



De acordo com sindicatos ligados à FUP, “o episódio expõe riscos decorrentes da definição unilateral das contingências pela empresa”.



A estatal descarta a correlação e diz que “o incidente não tem relação com o movimento de paralisação de trabalhadores da Petrobras”.



Reivindicação



A categoria cruzou os braços por impasse em relação as seguintes reivindicações:




  •  Melhorias no plano de cargos e salários;

  •  Solução para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros (fundo de pensão da categoria);

  •  Defesa da pauta Brasil Soberano, que defende a manutenção da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal.



Segundo a FUP, entre as unidades com adesão à greve estão nove refinarias, 28 plataformas de produção marítima, 16 terminais operacionais, quatro termelétricas, duas usinas de biodiesel e dez instalações terrestres operacionais.



Janela / Agência Brasil



Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/mesmo-com-vazamento-sanado-plataforma-da-petrobras-segue-sem-producao


FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/mesmo-com-vazamento-sanado-plataforma-da-petrobras-segue-sem-producao
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